sábado, 3 de março de 2012

Risoto de morangos com flores e fava de baunilha

Aqui em casa recebemos há mais de um ano um livro, por conta do clube de um carro.
O livro é muito bom, aliás, excelente e traz várias receitas da Itália.
Denomina-se “os sabores e seus momentos”, por Alessandro Segato.
Fiz algumas receitas do livro, que indica corretamente a quantidade de porções, dá algumas dicas do chef e, ainda, indica o vinho a ser servido com o prato, sempre acompanhado de uma foto da receita. Determinado momento fiz o Risoto de morangos com flores comestíveis e fava de baunilha. Nome original: risotto della passione. Fiz ano passado e tomamos um vinho rose alemão na ocasião.

Ingredientes para o risoto – serve quatro pessoas: 4 colheres de sopa de azeite de oliva; 6 colheres de sopa de manteiga sem sal; 1 colher sopa de cebola picada; 300g de abóbora em cubos; 300g de morangos cortados em 4; 2 favas de baunilha; 320g de arroz vialone nano (dá para utilizar arbóreo também); ½ xícara de vinho branco seco; 1,25 L de chá de camomila suave (vai atuar como caldo para o risoto); 10g de pétalas de rosa comestível (sortidas, pode ser outras flores); 80g de amêndoas em lâminas tostadas; ½ xícara tomilho; 3 gotas de água de rosas (não usei); 4 colheres de sopa de queijo grana padano ralado; açúcar (caso seja necessário tirar a acidez do morango); sal marinho refinado e pimenta-do-reino branca; pétalas de rosa, ramos de tomilho e favas de baunilha para decorar.

Preparo: numa panela, aqueça o azeite e 2 colheres de manteiga e doure a cebola; Junte a abóbora e metade do morango e deixe dourar. Adicione as favas de baunilha cortadas ao meio no sentido do comprimento e refogue por uns 2 minutos.
Acrescente o arroz e deixe tostas por 2 minutos em fogo alto, juntando o vinho em seguida. Espere evaporar e tempere com o sal e pimenta. Aos poucos, à medida que for secando, junte o chá de camomila bem quente.
Cozinhe, mexendo com cuidado, por mais ou menos 14 minutos.
Perto do ponto de servir, junte as pétalas de flores comestíveis, o restante do morango, a amêndoa, o tomilho e a água de rosas.
Retire do fogo, adicionando manteiga e queijo ralado, misture bem. Retire as favas de baunilha e acerte o tempero.
Sirva, decorando com algumas pétalas, tomilho e fava.
Acompanhamos de um rosé alemão...Dürrenzimmern Lemberger Weissherbst, Lemberger é a uva, da região de Württemberg (segundo o site da americanas esta é a terra Natal das famosas multinacionais Mercedes-Benz, Bosch e Porsche).
O vinho é bem leve, delicado e com toques de morangos. A foto está no início da postagem.

Acredito que, para sair do usual, ficaria legal acompanhar o prato de um drink, afinal, compramos há pouco uma fruta diferente, que deixou o drink bem colorido, como a namorada gosta, hehe.

Para o drink, readaptado do site da absolut, lá denominado absolut vanilla in the Sky, utilizamos: 1 dose de absolut Vanilia; 3 doses de Sprite; Framboesas frescas (usamos fruta pitaya vermelha – é bem cara, mas experimentamos desta vez); Limão (utilizamos o siciliano).
Praparo: Amasse/esprema as framboesas em um copo Long drink. Acrescente bastante gelo e os outros ingredientes, mexendo delicadamente (não muito energicamente por causa do gás da sprite – vai explodir tudo hahaha).

Atum tostado no maçarico com shoyo temperado e alho negro

Nesta receita a matéria prima, digamos assim, faz o seu trabalho...
Um peixe super fresco, recém chegado na peixaria. Sim, o atum é o "preferido" na cozinha japonesa, ao menos um sushiman (vulgo sushi-cara) disse isso um belo dia, daqueles que vem em casa.
Em suma, ingredientes frescos e montagens simples.
Vamos à receita inspirada... não tem a parte de ingredientes com quantidades exatas, mas só o passo a passo.

Você precisará de atum, shoyo, molho de ostras, azeite de oliva, limão (e casca) aceto balsâmico, alho negro, botarga e um maçarico.

Método: Apanhe um bom pedaço de atum, fatiando-o... (coloque de volta na geladeira)
Depois, em um bowl, coloque um pouco de shoyo, casca de meio limão e pouco suco deste, com aceto balsâmico e azeite de oliva (estes em partes pequenas, digamos menos da metade do shoyo utilizado), misturando bem com um fouet.
Ao final, coloque um pouco de molho de ostras e misture novamente.
A seguir, utilize o maçarico em volta de cada pedaço e acima, deixando a parte de baixo crua, como um sashimi (use o maçarico em mármore, senão vai queimar a sua tábua).
Monte o prato com os pedaços de peixe em volta, colocando o shoyo temperado no centro.
Ao final, salpique bottarga e disponha uma fatia de alho negro em cada pedaço de peixe.
Pra quem nunca viu alho negro, procure no google... foi considerado um ingrediente revolucionário há algum tempo.
Era isso... tomamos um espumante argentino da Norton extra brut.
Toque cítrico com bom corpo e boa refrescância. Acidez na medida, aparecendo algo de tropical. Interessante, mas o Norton cosecha especial (aquele que a garrafa parece um sino) é bem melhor, hahaha.

Visitação à Bouza

Ano passado, nas férias, fui com a minha mãe para Montevideo e Punta.
Aproveitamos para conhecer algumas vinícolas, entre elas a Bodega Bouza.

A vinícola é muito interessante, unindo o moderno ao clássico, com visitação guiada ao vinhedo, a vinícola e a adega.










O serviço é impecável e um almoço no restaurante é altamente recomendável.
Ao final, ainda há visitação a coleção de carros clássicos do proprietário.

Fizemos degustação de vinhos também, a minha mãe ficou na linha clasica, enquanto eu fui para a top.

A degustação envolve também queijos regionais, pães e embutidos.

Almoçamos um prato realmente muito bom - Bouza Baby Beef - Centro de entrecot en reducción de Tannat a las brasas con gratin de papas, panceta y tomates confitados. Foto abaixo...
O Tempranillo e o Monte Video (vinho top da vinícola) harmonizaram muito bem com o prato.
Eu já conhecia grande parte dos vinhos do portfólio da vinícola, mas mesmo assim fiquei surpreendido. A safra 2011 foi excelente na região, prova disso é o excelente branco Albariño.
Conheci também o Tempranillo A7, vinho de produção limitada e proveniente de apenas 07 barricas, acredito que ainda indisponível por aqui no Brasil, mas trouxe uma comigo... haha.
Era isso, não vou entrar em maiores detalhes quanto aos demais vinhos, mas realmente vale a visita... maiores informações: http://www.bodegabouza.com

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Torta grega de queijo feta e espinafre

Procurei por algum tempo a tal da massa filo... até que, recentemente, minha mãe apontou no mercado a dita cuja! haha. Até que enfim...
Passado tanto tempo, nem me recordava de qual receita que ia a referida massa. Mas assistindo a televisão, encontrei outra. Receita esta do jamie oliver em programa da GNT, com queijo feta - muito bom - e vegetariana.
Aliás, se você não tiver muita confiança é bom ver o programa antes de fazer a receita, por conta da forma de abrir a massa filo com o papel vegetal... ou se arriscar! haha.
Tradução livre... lá vai.
Ingredientes:
100g pinollis; 5 ovos orgânicos – caipiras; 300g de queijo feta
50g Queijo Cheddar (eu usei um colonial de nova Trento) ralado
Orégano seco; Casca de 1 limão; Manteiga; 400g de espinafre pré-lavado
1 pacote de 270g de massa filo; Pimenta de Caiena (usei pimenta verde)
1 noz moscada inteira, papel vegetal.

Para começar: Ligue o forno a 200. Coloque um meio uma frigideira refratária (de aproximadamente 25 cm de diâmetro – que possa ir ao forno) em fogo médio.
Coloque os pinollis na frigideira seca, mexendo ocasionalmente. Fique de olho para não queimar.
Quebre 5 ovos em uma tigela e misture com 300g de queijo feta. Rale o Cheddar. Adicione uma pitada de pimenta, um par de pitadas de orégano e raspas de 1 limão e um pouco de azeite.
Quando os pinollis estiverem começando a dourar, adicione-os à mistura de ovos e misture bem.
Volte a colocar a panela vazia no fogo, acrescente um pouco de azeite e manteiga e coloque metade do espinafre. Com cuidado, empurre e adicione mais espinafre a medida que for murchando. Cuidado para não grudar no fundo, mexendo.
Enquanto isso, retire a massa da geladeira.
Coloque uma grande folha de papel vegetal molhado, cerca de 50cm de comprimento, na bancada, esfregue um pouco de azeite em todo ele, em seguida, amasse-o e coloque-o esticado. Organizar 4 folhas de massa filo em um retângulo grande, sobrepondo nas bordas, para que quase cubram o papel. Passe um pouco de azeite sobre eles.

Polvilhe uma boa pitada de sal e pimenta. Repita até que você tenha 3 camadas. Não se preocupe com todos os bocados quebrados.
Quando o espinafre estiver no ponto e murcho, retire-o do fogo e acrescente à mistura de ovos com meia noz moscada ralada. Limpar a frigideira.

Mover cuidadosamente o papel vegetal e a massa filo para a frigideira vazia (veja a segunda foto), acertando a massa nas laterais da frigideira (empurre pra baixo).
Em seguida, despeje a mistura de ovos e espalhe bem. As rebarbas da massa deverão ser dobradas para dentro.
Coloque a panela rapidamente em fogo médio por uns dois minutos (veja a terceira foto), em seguida, coloque a panela no forno na prateleira de cima para cozinhar por 18 a 20 minutos, ou até ficar dourado e crocante.
Acompanhamos com duas propostas de vinhos: o Callia amabile tardio e o Chateau La Bastide. Ambos já figuraram no blog. O primeiro é um vinho naturalmente mais doce, com um quê floral interessante e um pouco mais fresco do que o normal. Proveniente da Argentina (de onde o trouxe, inclusive) Já o tinto (da direita), é um vinho extremamente agradável de Corbiéres, sul da França, feito com uvas syrah e grenache. Vinho sem passagem por madeira, porém com boa profundida e aromas defumados (agora mais evidentes, pois da safra 2006 - o toque de cerejas está bem ameno devido a idade do vinho). O amargor do espinafre e o sabor pronunciado do queijo feta foram atenuados pela doçura do vinho branco, enquanto que o tinto também harmonizou bem e fez bonito.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Prime rib em crosta com Focaccia

Comprei um bonito prime rib, um corte artesanal semelhante a uma raquete de tênis, e resolvi utilizar a bistequeira de ferro.

Utilizei uma receita da Revista Prazeres da Mesa (nº83, ano 08, p.64) para selar a carne e fazer a crosta de pão, assim como o molho. Fiz algumas modificações. Para guarnição: uma focaccia simples.

Para o prime Rib:
1 prime rib, 200g de fatia de pão de forma fresco (processados ou picados), 100g de queijo parmesão ralado, 10g de tomilho.
Para o molho: 250ml de vinho tinto encorpado, 4g de pimenta em grãos, 4g de zimbro, 2 unidades de cravo da índia, 1 pedaço de canela e 1 bouquet garni.

Preparo do molho: Juntar todos os ingredientes em uma panela em fogo baixo, deixando reduzir à metade. Peneirar e temperar com sal a gosto.
Preparo da carne: Selar a carne com azeite a manteiga (eu fiz na bistequeira, pode ser feito na grelha ou na churrasqueira). Misturar o pão como o tomilho e o queijo parmesão. Passar a carne nesta mistura, fazendo uma crosta, e colocar no forno até atingir o ponto desejado, dourando.
Retirar a carne e esperar alguns instantes para fatiar.
A receita da Focaccia peguei na coleção da Abril da Cozinha do Mundo - Itália - p. 66.
Ingredientes: 50 ml de azeite, 500g de farinha de trigo, 225 ml de água, 12g de fermento fresco, 5g de sal, 5g de alecrim picado, sal grosso a gosto.
Misturar metade do azeite com a farinha de trigo, a água e o fermento, sovando até obter uma massa homogênea. Cobrir com um pano umedecido e deixar descansar por umas duas horas. em seguida, acrescentar o sal e o alecrim, misturando bem. Abrir a massa com as mãos em uma assadeira untada com azeite. Deixar descansar por mais 30 minutos. Antes de assar, fazer buracos na massa com a ponta dos dedos e pincelar a superfície com bastante azeite de oliva, para dar crocancia.
Polvilhar com sal grosso e assar no forno pré-aquecido por uns 20 minutos.
O vinho é muito bom mesmo (foto lá em cima no post). Prelúdio safra 2002. Recentemente visitei a vinícola - Juanico - em Montevideo, mas lá não tive a oportunidade de degustá-lo (tinha só o top acima dele, entre outros). É um corte de Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Petit Verdot e Marselan, que tem recomendada decantação, ante a considerável evolução. Com 10 anos resolvi que era hora de abrir.
Este é um daqueles vinhos que fica na memória... enfim.

Vieiras gratinadas

As vieiras já figuraram aqui pelo blog. Entretanto, gosto de fazer de tempos em tempos e a nova postagem vale a pena pelo vinho...
Trata-se de um Picpoul de Pinet, uva branca cultivada ao sul da França, no Languedoc.
O exemplar aqui é do produtor Paul Mas, da linha Mas de Mas, safra 2009. No dialeto o nome da uva significa aquilo que pica, referenciando a considerável acidez costumeira do vinho.
Bem refrescante, aromas de frutas tropicais, bem elegante, mineral e com um quê exótico.
Sobre as vieiras, costumo misturar nata com manteiga e queijo ralado. Colocar um pouco em cada concha e por cima azeite de oliva. Uns 15 minutos de forno no máximo e está pronto. Nessa da foto salpiquei bottarga gold... e usei um pouco do molho de ostras..

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lagosta com mousseline de batata doce

Retomo o blog após certo tempo...

Esta receita fiz um dia visitando a namorada.
Você precisará de lagosta (se pequena compre uma por pessoa), vinho branco, orégano fresco, 1batata doce por pessoa, manteiga sem sal, sal, água. Acredito que era isso.

Comprei duas lagostas. Foi só limpar - eviscerar. Coloquei para cozinhar duas batatas doces (uma rosa e uma branca) em água com sal até atingir o ponto.
Depois, cozinhei a lagosta em um pouco de manteiga e vinho, com orégano fresco, por alguns minutos.
Retiradas as batatas doces da panela, foi só descascar e amassar bem com um garfo.
Soltei as cascas das lagostas e juntei o pure à panela de cozimento da lagosta, acrescentando mais quantidade de manteiga. Depois foi só colocar a lagosta de volta à panela e apurar rapidamente. Pronto. Para servir coloque as cascas soltas por cima da carne da lagosta e esta por cima da mousseline, decorando com o orégano fresco...
Ficou bem original, haha. Peço escusas pelas fotos de baixa resolução.
Tomamos na ocasião o La Haute Févrie Muscadet de Sèvre et Maine Sur Lie, bem aromático e fresco. Um gole chama o outro.
O termo sur lie consiste deixar o vinho em contato com as lias - leveduras e resíduos, acrescentando certa complexidade e diferenciando a textura. Bom também com ostras.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Canapés e salada com Alsaciano

Para abrir o apetite em uma comemoração recente, servi grissinis de orégano comprados prontos. Queijo de cabra fatiado com geléia de tangerina.
Canapés com molho de mostarda suave.
E com patê de salmão comprado pronto (coloquei azeitonas para coloração).
E fiz uma salada waldorf clássica servida em endívias:
3 maçãs com casca cortada em cubos; 2 colheres (sopa) de suco de limão siciliano; 1 lata de Creme de Leite fresco; 1 xícara (chá) de salsão bem picado; meia xícara (chá) de nozes picadas; meia xícara (chá) de uva-passa preta sem semente (esqueci esse ingrediente, hehe); folhas de endívias.
Modo de Preparo
Em uma tigela, misture as maçãs com o suco de limão, o Creme de Leite e tempere com sal. Junte o salsão, as nozes e as passas e sirva a seguir sobre folhas de endívias.
Dicas:- Reserve um pouco das nozes e das uvas passas para decorar a salada, polvilhando-as por cima.- Para evitar que as maçãs escureçam, deixe-as de cobertas com água e gotas de suco de limão. Usei creme balsâmico trufado para decorar e temperei com azeite de oliva.
Acompanhamento: os dois primeiros da esquerda para a direita.
Moscato D'asti - Piemonte - San Silvestro (http://consigliereduvino.blogspot.com/2009/06/boas-vindas.html).
Gentil hugel - Alsace. Hugel & Fils. 2008.
Corte de Gewurztraminer, Muscat, Pinot Gris, Riesling e Sylvaner.
Vinho delicado, com toque de frutas brancas bem evidente - pêra - com toque cítrico. Bom conjunto.

Carré de vitela com purê de ervilhas e alcachofras

Comemorando nesse mês fiz um prato com um toque de sofisticação.
É da coleção cozinha do mundo da editora abril, vol. da França - cozinha de autor - Jean michel Lorain.

Ingredientes: 400g de fundos de alcachofra trufados e cortados em tiras finas; 120g de ervilhas frescas; 50 ml de creme de leite fresco; 10g de rufas pretas em conserva cortadas ao meio; 2 carrés de vitela de 400 g cada um (utilizei mais de tamanho menor); 1 copo de água; 1 colher (café) de mostarda dijon, 1/2 limão siciliano com casca; 50g de bacon cortados em tiras finas; 30g de pó de café; sal a gosto; sal de guerandé para salpicar.
Usei um composto trufado para substituir as trufas em conserva, bem como azeite de oliva trufado.

Preparo: Em uma panela, cozinhe os fundos de alcachofras em água. Cozinhe as ervilhas em água e sal. Quando as ervilhas estiverem macias, escorre-as e coloque-as em agua com gelo, reservando 1/3 para decorar. Bata as demais em um processador e peneire. Junte o creme de leite.
Rale metade de uma trufa e misture às alcachofras (aqui usei o composto de trufas).
A outra metade corte à julienne. Em uma penela com um fio de azeite, douré os carrés em fogo alto e depois finalize a cocção, colocando-os em uma assadeira e levando ao forno a 220ºC por 20 minutos. Retire a carne da assadeira e reserve.
Deglaceie com um pouco de vinho tinto (no original era água), junto o líquido obtido do cozimento da carne e leve ao fogo para reduzir. Adicione o café deixe em infusão com o limão. Coe o molho e acerte o sal. Aqueça o purê de ervilha e acrescente a mostarda. Aqueça as ervilhas reservadas em uma frigideira com 1 colher (chá) de manteiga. Frite o bacon em uma panela e junte as alcachofras trufadas para aquecer. Sirva o carré inteiro com as guarnições, salpicando a carna com um pouco de sal de Guérande.
O vinho selecionado para acompanhar foi o penúltimo da direita pra esquerda.
I Balzini Black Label - safra 2001 (excelente safra na Toscana).
Supetoscano composto de 50%Cab. Sauvignon; 25% sangiovese e 25% Merlot.
Passa mais de um ano por barricas francesas e apresentou coloração rubi com um pequeno halo de evolução. Bem complexo no olfato, com algo de torrefação, especiarias, frutas vermelhas e couro animal. No palato, bem seco e com ótimo corpo e acidez, complexidade evidente e boa persistência. Excelente.

Tiramisú - montagens alternativas

Aqui reporto novas fotos desta sobremesa italiana, com apresentações diferentes.Para quem quiser ver a receita completa e outras fotos e indicações de vinhos, segue o link:
O post é de novembro de 2009. Utilizei mascarpone e aconselho: compre café expresso em cafeteria... fica melhor do que utilizando a cafeteira de casa...
Inclusive, aproveitando, sugiro outro vinho que acompanhou recentemente o prato, hehehe.
Vinho Jean Bousquet Dulce Natural Malbec
Rubi intenso, com lágrimas bem espaçadas. Aromas de chocolates e notas da passagem por madeiros (coco).
Fruta macerada, com boa carga de doçura. Bom malbec de sobremesa.

filé à bourguignonne

Esta receita é típica na França, embora pelo visto o costume seja cortar a carne em cubos e fazer um daube (cozido). Há variações e eu utilizei a disposta no livro "os 5 melhores delicious", Laurosse, p. 158, que ganhei da minha irmã.
A receita foi feita há algum tempo, quando a vó estava visitando. Aprovada.

Ingredientes: 80 ml azeite de oliva extravirgem; 1,5kg filé mignon limpo; 120g de toicinho picado; 2 dentes de alho amassados; 500ml de vinho tinto; 10g de funghi porcini seco hidratado em 60ml de água morna; 500ml de caldo de carne; 1 colher(sopa) cheia de extrato de tomate; 2 ramos de alecrim picados; 2 folhas de louro; sal e pimenta-do-reino; 1 punhado de cenoura baby cortada ao meio pelo comprimento e branqueada (escaldada em água fervendo); 1 colher(sopa) cheia de farinha de trigo; 4 colheres(sopa) de manteiga; 200g cogumelo shitake pequeno fatiado; salsinha picada para guarnecer; acrescentei tomilho também.
Preparo: Aqueça metade do azeite em fogo alto, em uma panela grande, e doure o filé-mignon de todos os lados. Passe para uma travessa e reserve.
Aqueça o restante do azeite na mesma panela, em fogo médio, e frite o toicinho por 5 minutos, ou até começar a ficar crocante.
Coloque em um prato forrado com papel absorvente.
Deixe apenas 2 colheres(sopa) de gordura na panela, junte o alho e refogue um pouco. Adicione o vinho, o funghi porcini com o líquido, o caldo de carne, o extrato de tomate, o alecrim e o louro. Tempere com sal e pimenta-do-reino e deixe ferver.
Abaixe o fogo e deixe cozinhar por 15 minutos. Depois, coe o molho e elimine as partes sólidas. Despeje novamente o molho na panela e cozinhe por mais 5 minutos, para apurar.
Acrescente a carne, a cenoura, a cebola e cozinhe em fogo baixo por 10 minutos, para a carne mal passada (ou mais, se preferir a carne bem passada).
Coloque a carne em uma travessa, cubra com papel-alumínio sem apertar e deixe descansar.
Com um garfo, misture a farinha e 1 colher(sopa) de manteiga e incorpore cuidadosamente ao molho.
Cozinhe em fogo baixo por 2 minutos.
Enquanto isso, numa outra panela, salteie os cogumelos no restante da manteiga, em fogo médio, e adicione-os ao molho. Experimente o tempero.
Coloque a carne numa travessa e arrume ao redor as hortaliças. Regue a carne com parte do molho e guarneça com salsinha picada. Sirva o restante do molho à parte.

O vinho degustado na ocasião foi o Alma Negra do Tikal - Ernesto Catena, da região de Mendoza.
Seria um corte secreto de uvas, até revelarem que é composto de Malbec e Bonarda.
Aromas muito bons, com certa complexidade. Bem macio no palato, taninos polidos e de boa intensidade. Ótimo.
Esses dias fiz um ossobuco e tomamos o supertoscano I Pini do Renzo Masi. Então fica como alternativa...
Um corte de uvas composto de: 34% Syrah, 33% Merlot, 33% Cabernet Sauvignon, safra 2005.
Com 14 meses de passagem em barricas. Vinho quente, com grande acidez. Revela uma nota de rosa característica do terroir. A acidez toma conta, então é bom decantar por algum tempo.
Toque especiado com boa carga de frutas e um pouco de ervas. Ótima opção.

Orecchiette com dolcetto

Esta receita eu vi no blog português elvirabistrot, é uma adaptação do livro everydaoy food great food fast - Clarkson Potter Publishers (eua). Ficou bem boa e é fácil de fazer, vale experimentar.

Ingredientes para 6 pessoas:
- 1 colher (sopa) de azeite
- 500 g de salsichas frescas picantes (usei linguiça calabresa)
- 2 cebolas roxas médias, cortadas em gomos finos
- 450 ml de caldo de galinha
- sal & pimenta moída no momento
- 500 g de massa tipo orecchiette (orelhinhas)
- 3 chávenas* de salsa fresca picada
- 1/2 chávena de queijo ralado em fios (parmesão, queijo da ilha...)
* 1 chávena/xícara (1 cup) => um volume de 240 ml

Preparação: Remover a pele das salsichas e cortar a carne em pedaços, a não ser que esteja usando linguiça...
Aquecer o azeite numa caçarola de saltear anti-aderente em fogo médio-forte e juntar os pedaços de salsicha. Saltear até começarem a ficar com uma cor acastanhada, esmigalhando os pedaços maiores com uma colher de pau.
Reduzir o lume para médio. Adicionar os gomos de cebola. Cozinhar por 10-12 minutos, até a cebola ficar tenra e caramelizada e as salsichas se apresentarem bem cozidas, mexendo de vez em quando.
Regar com o caldo de galinha e envolver. Cozinhar em fogo médio por mais 5 minutos. Corrigir os temperos.
Enquanto isso, levar a massa a cozer "al dente" num grande volume de água a ferver temperada de sal. Escorrer a massa e voltar a coloca-la na panela onde cozeu.
Juntar o preparado de salsicha e cebola. Adicionar o queijo ralado e a salsa picada. Envolver delicadamente e servir de seguida.Escolhi para acompanhar um dolcetto d'alba do produtor monferrato, do Piemonte - Italia.
Vinho frutado e com boa acidez, com toque de frutas vermelhas e leve no palato, com bom frescor.

Tostada de jamon com figos

Considerando que minha mãe gosta bastante de figos, resolvi fazer essa receita de entrada...

Do site Basilico Uol:
Fonte - Adega Santiago; Tempo de Preparo - Rápido - 30 minutos; Rendimento-2 porções; Dificuldade de preparo-Médio;
Ingredientes:
Para a tostada: 2 fatias de pão português; 1 dente de alho descascado e cortado ao meio; 1 tomate maduro; 10 colh (sopa) de azeite virgem; 40 g de jamón serrano fatiado
2 figos frescos; pimenta-do-reino a gosto; 1 colh (sopa) de caramelo de balsâmico
Para o caramelo de balsâmico:
3 kg de açúcar; 350 ml de água; 3 laranjas - retirar as cascas inteiras, que serão as partes utilizadas; 150 ml de vinho do Porto; 50 ml de aceto balsâmico
Modo de preparo:
O caramelo: Na panela, queimar o açúcar e colocar o vinho do Porto. Evaporar. Adicionar a água e as cascas de laranja. Deixar ferver até ficar um fio, bem fino. Misturar o caramelo ao aceto balsâmico. Reservar fora da geladeira para utilização.
A tostada: Cortar os figos em quatro partes, colocar em uma assadeira, regar com azeite e salpicar pimenta do reino. Assar rapidamente. Reservar. Tostar o pão - se puder ser no forno a lenha, ficará especial. No pão já tostado, esfregar levemente o alho e depois o tomate cortado ao meio. Distribuir o jamón serrano, colocar um pedaço de figo em cada quadrante e regar com o caramelo de balsâmico. Cortar em quatro partes e servir.

O vinho escolhido foi por conta da não tão comum, ao menos para mim, uva Mencia.
El Castro Valtuille Joven 2007 90 RP. Produtor Castro Ventosa.
Toque de frutas vermelhas, com paladar leve para médio e taninos pouco presentes.
Alternativa: um pinot noir do novo mundo, como esse da bodega reserva del fin del mundo.
Coloração grená. Com aromas interessantes e um quê especiado.
Bem equilibrado e com certa acidez, com alcool presente.
Lembrando que este pinot passa por barrica.